O humilde trovador das belezas de nossa terra

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Sinfonia chapada

Moisés Martins.

Chapada é uma orquestra
Interpretando sinfonias de amor!
Canta nas brisas que vasculham
Nas matas pauta palmas dos buritis e palmeiras.

No ritmo do chocalhar das cachoeiras,
No murmúrio dos corichos
Lambendo as palmas dos coqueiros.
O vento assobiando,
Pela fresta da casinha de sapé,
O choro do angico,
Fervendo água prá fazê café.

Canta no palco das suas cordilheiras,
Paredões, ecos, sons.
As cores do arco-íris, as asas das borboletas,
Vagalumes, propiciam a iluminação,
A iluminação, a iluminação!

O espírito da Chapada,
incorpora no espírito da terra,
Nas curvas das estradas, pelos vales verdejantes, vaga!
O Senhor é meu Pastor, nada me pode faltar!
O Senhor é meu Pastor, nada me pode faltar!

É a Sinfonia entoada, pela orquestra,
Regência terra mãe…
Melodia dos riachos…
Contralto das cachoeiras…
Da seriema o tenor,
Barítono do vento,
Baixo do trovão!
Sinfonia Chapada, dia e madrugada
Sinfonia Chapada, terra de todos os sons!

O sol tá quente pra daná

Letra de: Moisés Martins.

O sol tá quente prá daná; tá, tá, tá, tá.
O calor tá de matá; tá, tá, tá.
Prá refrescá, oi,
Prá refrescá, oi.
Vou me banhá nas águas do Cuiabá.

Quando mergulho nestas águas,

Sinto o corpo arrepiar,
Lembro das belas viagens,
Que eu fiz a Corumbá.

Das chalanas preguiçosas,
Regiões do pantanal,
Do doce beijo das águas,
Cuiabá e Paraguai.

Dourado peixe,
Peixe dourado,
Vai dizer prá natureza,
Devolver o meu passado.

Saudações

mmm/junior

Ecá esseminino, pialá, paresqui um sepo de temporá. I nessa época é inté pirigoso raio! Oiá lá nu mamão (Municipio de Chapada dos Guimarães). Lá prás bandas da Chapada, exotrodia, a cumadre da minha madrinha, Dindinha, foi tingida por um raio, que inté roxeô, i na hora! Figa Vige Vôte, Nossa Sinhora! Nem é bom lembra dissu. Jisus, Maria, José! Que nos proteja

A Força da Fala no dizer cuiabano (1985).