O humilde trovador das belezas de nossa terra

Poemas na Frase – 1995

Ensaios Poéticos. 85 páginas.

O autor tenta condensar, possíveis poemas numa só frase.
Busca retratar situações do Pantanal e da região onde vive, sendo portanto uma obra telúrica.Tenta algemar palavras, descascando-as como mangas rosas, deixando escorrer o gostoso caldo adocicado, acompanhado do aroma sazonado dos frutos maduros.

Na ação metafórica, busca descobrir poemas embaixo de um Til ou sob um acento circunflexo, amparando-se nas crases que mudam o mérito das formas semânticas . Ao escrever coloca a sua alma dentro do Pantanal e como ação de mentevismo sente o cheiro do tarumã, ouve trinados do Aram-quam, aprende o equilíbrio do Beija-flor, ouve o murmurar dos corixos, o chicote do pantaneiro, duetando com os berrantes nas cavalgadas das águas levantando poeira. O poema há que incorporar a alma como nódoa de caju num tecido de linho branco!

“O chicote pantaneiro no ar,
é um beliscão no vento”

“Chuva no pantanal,
é plantio de águas”

“O maior bicho
do pantanal,
é bípede carnívoro,
e fala!”

“O tiro entre os olhos
da pintada,
é o buraco negro,
do pantanal!”

“Com o aspecto paradisíaco
que possuí,
será que ainda precisa
de Deus?”

“Depredar o pantanal,
em última instância é,
incendiar todas bibliotecas,
matar todos os poetas e músicos,
quebrar todos instrumentos musicais .
Destruir, Deus!”

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