O humilde trovador das belezas de nossa terra

O Deus do homem, não é o Deus que é!

Ensaios Teológicos. 300 páginas

Obra que vem sendo trabalhada desde 1980. Trata-se de uma obra frente ao inconformismo do autor da maneira como Deus é apresentado e manipulado pelo Homem, através da Bíblia sagrada.

O autor promove viagem pela filosofia, antropomorfismo, antropologia, didática teológica. Perquiri seus próprios conhecimentos bíblicos durante sua permanência na Igreja Presbiteriana de Cuiabá. Procurou conhecer: Buda; O Islamismo; as várias tendências do Evangelismo; o espiritismo; o umbandismo; e os mistérios maçônicos.

Não pretende o autor promover proselitismo, apenas registra reflexões no que tange a ação religiosa, tendo como base a relação Homem X Deus.

O autor vislumbra a existência de vidas em outros planetas. Discute a alma como essência da vida e o verdadeiro Cristo, na sua ótica.

Não aceita a forma purista e puritana como as religiões trabalham a figura de Cristo.

 

Trecho:

O DEUS DO HOMEM, NÃO É O DEUS QUE É! Visto que, o Deus do homem preferencialmente, há que ser como ele quer que seja! Embora utilize artifícios sob a égide das religiões, misticismos, fábulas, devaneios misturados no amálgama dos pseudos entendimentos, ciências, paranormalidades e outras mais, nos Horébes da vida, obtendo apenas como resposta apenas: “Eu sou o que sou”.

O Deus do homem, moroso, que necessitou de sete dias, embora absoluto, para criar o mundo, isto em se tratando da Terra, deixando claramente extravasar frutos da sua fantasiosa mente humana, preocupando-se ainda em explicar que, sete dias não são os sete dias que conhecemos, isto sob o enfoque do antropomorfismo, qual seja a forma fácil do homem entender as coisas Divinas à luz da teologia. Narcisista, que cria o homem para louvá-lo e glorificá-lo para sempre, confeccionando-o do barro da Terra, soprando-lhe nas narinas o fôlego da vida.

Deus do homem, que apesar da sua característica absolutista, arrepende-se logo, logo de havê-lo criado, sua maior criação, porquê descobrira a sua imperfeição, então temos o direito de perguntar: “Se o Deus do homem era absoluto, portanto oniciente, que tudo sabia, antes mesmo das coisas acontecerem, como pode falhar na concepção da sua maior criação?” Porem, o socorro vem de imediato, através dos remendos explicativos dos hálitos putrefatos dos pseudos exegetas, com palavras luzidias e escorreitas, avocando novamente o famoso antropomorfismo.

Deus do homem sempre cansado, abúlico, fatigado, constantemente interpelado, manietado, como se galinha dos ovos de ouro fosse, para a manutenção do mercado de trabalho dos que se intitulam teólogos, pregadores, homens de Deus, mas que no exemplo diário do viver, massacram o seu próprio Deus e em nome dele projeta e perpetra guerras, como a Guerra Santa, promovendo fogueiras com tochas humanas na Santa Inquisição. Colocaram na fogueira para depois se arrependerem e canonizarem Joana D`Arc.

Filosofam e praticam ao bel prazer atendendo a conjuntura da época, sempre em nome do Deus por ele, o homem, criado. Colocam contexto que pensam com a mente e mentem na práxis através do falso puritanismo religioso. Somente uma raça é privilegiada, a Israel de Deus, mas do Deus do homem, de Abraão, Isaac, e Jacob.

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